PATRIMÔNIO CULTURAL

 

 

 

 

 

 

 

 

                                

                               

                                                 Imagem: Forte de Brumadinho, acervo ARCA AMASERRA

Porção norte da Serra da Moeda, braço meridional da Cadeia do Espinhaço – reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera. A toponímia da Serra da Calçada tem razões históricas, derivando dos antigos pisos existentes ainda em vários trechos da serra, os quais facilitavam o acesso aos antigos núcleos de mineração e fazendas da região, cuja ocupação remonta ao final do século XVII e início do século XVIII.   

A Serra da Calçada revela seu patrimônio e seus paradoxos e forma uma síntese que é emblemática de Minas Gerais e do Quadrilátero Ferrífero. De um lado, o meio natural, a abundância de recursos hídricos e o predomínio dos campos rupestres e ferruginosos, abrigando diversas espécies endêmicas de flora e fauna variada; de outro lado, a história, o registro da formação inicial da civilização mineira, com a exploração mineral e com as primeiras ocupações, deixando vestígios e registros que permanecem em nossa paisagem, de rara beleza cênica.

A história de toda essa região e da Serra da Moeda como um todo se confunde com a história de Minas Gerais e do Brasil. Mesmo antes da ocupação portuguesa, essa região testemunhou ocupações pré-coloniais, como se vê nas inscrições rupestres que podem ser encontradas em suas grutas. Foi a partir de meados do século XVII, com a descoberta de ouro na capitania, que exploradores e bandeirantes revezaram-se em expedições que foram responsáveis pela formação do território de Minas e por sua civilização. Neste processo de ocupação, estabeleciam-se pontos de abastecimento ao longo dos caminhos que se transformariam, posteriormente, em povoados, conformando a então relativamente densa rede urbana das Minas Gerais.

   Portanto, data dessa época a ocupação “moderna” da serra da Moeda, como testemunham os caminhos revestidos de pedra ali existentes e que conectam as suas importantes unidades agro minerais, muitas delas ainda presentes na paisagem da serra, como é o caso do chamado “Forte de Brumadinho” e da “Casa de Pedra”, na Serra da Calçada.

 

Os caminhos que atravessam as serras da Moeda e da Calçada são registros importantes do processo de colonização de Minas Gerais e do Brasil e seus trechos, alguns ainda preservados, compõem a malha secundária da Estrada Real, construída no século XVII. Na Serra da Calçada, diversos vestígios e registros de arqueologia histórica podem ser ainda encontrados: calçadas de pedra; aqueduto, galerias, canais, catas e os chamados “mundéus” (grandes tanques receptores), testemunhos da exploração mineral e das técnicas que permitiram o desenvolvimento dessa atividade já naquela época; e ruínas de grande importância histórica, como é o caso do próprio “Forte de Brumadinho”.o Forte de Brumadinho, era uma fazenda usado para mineração, com uma arquitetura que remete a construções militares.

 

O interior do forte é coberto por vegetação arbórea causada pela retenção de umidade pelos muros. A arquitetura do Forte certamente também fora composta de estruturas de madeiras, como portas, tais que hoje se encontram desaparecidas. Já a Casa de Pedras II é uma estrutura similar ao Forte de Brumadinho, mas em um local de difícil acesso. Muitas trilhas possuem calçamentos, provável origem do nome da própria serra, que permitiram a construção dessas estruturas e facilitam acesso a elas.

Receptivo da Serra da Calçada

Al. Azaleia, 1240 Nova Lima 

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